
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Agroindústria Familiar Rural

Agricultura Familiar: a força do homem do campo
Apresentamos a força da agricultura familiar na produção de alimentos e na diversificação da atividade produtiva, demonstrando como é lida diária desse segmento que move a economia brasileira.
O jornal da gazeta afirma que são quatro milhões de famílias que respondem por dez por cento da riqueza produzida anualmente no Brasil.
A força dos agricultores de pequena escala é o destaque da Feira da Agricultura Familiar, a Agrifam, que acontece em Agudos, no interior de São Paulo.
Vejam o vídeo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Encontro do NEPALS

Encontro do NEPALS busca fortalecer as ações extensionistas.
Nos dias 26 e 27 de agosto, quinta e sexta-feira, acontece, no Instituto Federal Farroupilha – Campus São Vicente do Sul e Campus Avançado Jaguari, o I Encontro do Núcleo de Estudos e Extensão sobre Alimentação e Sociedade (NEPALS), que, além de divulgar a produção realizada pelo Núcleo, tem o objetivo de constituir novas parceiras para futuras ações de pesquisa e extensão e definir convergências temáticas que apontem para futuras ações coletivas e interinstitucionais.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Alimentação contemporânea
O que escolhemos para comer diz muito sobre quem somos, sobre nossa posição social e sobre nossas preferências estéticas, afirma Rafinha Bastos (CQC) no programa que vai ao ar às 22 horas do dia 22 de Junho de 2010 na Band. O programa denominado “A liga” fala um pouco sobre a alimentação no mundo contemporâneo.
Michel Pollan autor de um dos cinco melhores livros de não-ficção em 2007 pela The New York Times replica uma frase famosa de Wendell Berry que diz: “Comer é um ato agrícola”. Pollan ainda complementa, é também um ato ecológico, além de um ato político.
Entre essas e outras, Pollan começou sua investigação que Resultou no Livro “O Dilema do Onívoro” com tal interrogação: “O que devo comer?” ou ainda “ O que estou comendo?” e “de onde isso veio?”.
Na página 25 de seu livro adverte: Há muito tempo, um comedor não precisaria de um jornalista para responder a essas perguntas. O fato de hoje em dia recorrerem a ele com tanta freqüência oferece um ótimo ponto de partida para chegar a uma definição de comida industrial: toda comida cuja proveniência é tão complexa e obscura que exige e ajuda de um especialista para determinar de onde ela veio.
Entre comer e viver. Assistam.
domingo, 13 de junho de 2010
Nepals em ação: o Programa Somar
Já com 01 ano e 03 meses, o Nepals tem construído uma ação extensionista comprometida com a consolidação de agroindústrias, qualidade de alimentos, organização social das famílias e viabilidade socioeconômica das propostas, através da assessoria ao Programa Terra Sol, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), no Rio Grande do Sul. O trabalho se construiu a partir do reconhecimento do INCRA-RS da experiência e conhecimento na área de agroindústria por parte do Prof. Dr. Paulo Roberto Cardoso da Silveira, idealizador e coordenador do Programa Somar.
Desde 2009, a Equipe Somar vem atuando junto a grupos de assentamentos rurais, através de metodologia desenvolvida no cerne do Programa, com intuito de construir um processo de organização social, com participação ativa de todos os atores envolvidos com a viabilização socioeconômica dos empreendimentos, ou seja, desde famílias assentadas até gestores do INCRA.
Esse processo vem se constituindo como uma experiência promissora e com grande espaço para reflexão e debate, seja pelo papel dos assentamentos, da agroindustrialização em assentamentos rurais, do alimento, da desconexão com a agri-cultura, da concepção ambiental, da qualidade dos alimentos, da construção via uma lógica de validação social, da gestão e do planejamento, dentre outros tantos. Espaços para construir métodos e metodologias de intervenção, onde a participação, a democracia e a transparência das ações são ideais essenciais para buscar o caminho da gestão coletiva.
Dentre os métodos e metodologias, cabe destacar importancia que vem assumindo a formação e articulação dos Grupos de Trabalho, compostos por todos os atores sociais ao entorno do empreendimento, envolvidos direta ou indiretamente na consolidação do mesmo; os Grupos Gestores, que se refere ao coletivo que tomará a frente da gestão; as capacitações, nas áreas ambiental, sanitária, gestão e operação. Um leque de ações que corroboram preocupação com a processo de construção e em respeito aos momentos do coletivo-protagonista.
Por fim, estas e outras pautas estarão postas a mesa, para deliciar e inspirar o debate e a reflexão, nos dias 26 e 27 de agosto, durante o I Encontro sobre Alimentação e Sociedade, sob organização da Equipe Nepals.
Aline Weber Sulzbacher - Geógrafa, Mestre em Extensão Rural - Equipe Somar. Especialização em Agricultura Familiar Camponesa e Educação do Campo (UFSM-PRONERA). Consultora em desenvolvimento rural e agroindústria familiar >>email>> sulzba@gmail.com
sábado, 12 de junho de 2010
Slow Food: um movimento pela alimentação
O Slow Food iniciou pelos movimentos organizados em núcleos que defendem a biodiversidade, a pluralidade e o ato de alimentar-se. No seu site o Slow Food autodefine-se como uma associação internacional sem fins lucrativos fundada em 1989 como resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo......
Para saber mais acesse: http://www.slowfoodbrasil.com/
sexta-feira, 5 de março de 2010
Os alimentos em sua geografia

Gostaria de explorar um pouco o universo da alimentação, dos espaços de consumo, dos hábitos alimentares, da sociedade de consumo, dos produtos diferenciados, etc, etc, etc. O alimento, em seu processo de transformação, movimenta o mundo e a sociedade. Vivemos para produzir, para comprar, para transformar. A relação entre a sociedade e a natureza é mediada pela técnica e baseada na demanda por usos alimentares. A formação socioespacial que caracteriza cada civilização e sua cultura, está diretamente relacionada pelas formas com que se apropria da natureza e a transforma para garantir a sua reprodução social, ou seja, passamos mais uma vez pela discussão dos diferentes hábitos alimentares.
Enfim, a questão poderia ser expressa da seguinte forma: qual é a geografia da alimentação? Falo disso, pois para produzir qualquer alimento, faz-se necessário pensar todo circuito espacial de produção, definido e defendido por Milton Santos como um dos papéis dos geógrafos. Sem falar que, historicamente, a análise geográfica se preocupa com um espaço que é fruto da ação do homem sobre a natureza, isso resulta em tipos diferentes de ocupações que denominamos de formação sócioespacial, ou seja, cada sociedade tem uma forma diferenciada de se apropriar e re-construir seu espaço. A humanidade re-organiza e constrói espaço para que? Bom, uma das intenções sempre presentes é a da produção, e aí entra a alimentação como uma das primeiras necessidades básicas e que representa um dos principais saltos evolutivos, quando a humanidade consegue deixar de depender do alimento oferecido pela natureza tão somente, e consegue produzi-lo.
Portanto, a alimentação (ou mesmo a falta dela ou sua carência nutricional) é um tema cada vez mais pertinente ao mundo global. Se torna um eixo central quando se discute qualidade de vida e, para tal, o alimento, em muitos casos, já deixou de ser considerado apenas em seu aspecto quantitativo, mas também e, principalmente, qualitativo. E quando falamos em qualidade, não tratamos apenas dos seus aspectos nutricionais que são imprescendíveis, mas falamos também de seus adereços simbólicos, que constroem culturas, identidades, perspectivas, memórias. O alimento é um objeto de estudo por excelência. Não falo somente de sua relação com a sociedade, pois os sociólogos já vem explorando a questão. Falo de sua relação com o circuito de produção, com o planejamento, com a gestão do espaço, com escalas de poder de decisão, de sua relação com os glocalismos e os localizmos. Falo dos espaços de consumo e, principalmente, de produção. Aliás, os espaços de produção vem sendo delimitados conforme sua especificidade e as identidades geográficas vem para ratificar isso.
Cabe a nós, geógrafos e cientistas de todas as bandeiras, abraçar e olhar para essa causa! Ela nos desafia a pensar os novos tempos e, principalmente, a projetar ações concretas ainda mais quando estamos em débito com a natureza.
Geógrafa, Mestre em Extensão Rural
Consultora na área de desenvolvimento rural e agroindústria familiar
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Oficinas de artesanato em Capão do Cipó: Relato de Experiência
Introdução O relato que segue é produto da experiência de extensionistas da UFSM, pertencentes ao grupo de trabalho NEPALS, vinculado ao departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural, os quais se depararam com o desafio de organizar alternativas de ocupação, trabalho e renda para um grupo de mulheres assentadas, abordando o artesanato com papel jornal, como alternativa para esta realidade. Estas mulheres com faixa etária que varia entre 16 e 55 anos, são moradoras de quatro assentamentos da reforma agrária localizados em uma área continua de 3.846 hectares, a leste do município de Capão do Cipó, no Estado do Rio Grande do Sul. Estes assentamentos foram constituídos em períodos diferentes.
Em todos os grupos que vieram para esta área estavam presentes um considerável numero de mulheres, quer como companheiras de futuro beneficiários da reforma agrária ou ainda como proprietárias de glebas de terras por sua participação no Movimento dos Sem Terra ( MST). Este contingente aumentou na medida em que as filhas e os filhos destes casais foram constituindo novas uniões e permanecendo na gleba. Ao longo de 20 anos de assentamento, as mulheres se constituíram em importante ferramenta para a produção e o desenvolvimento deste espaço agrário onde ainda enfrentam inúmeras dificuldades no campo social e econômico.
Desta forma, quando o autor principal era professor na escola do assentamento, levantou-se o seguinte questionamento: que alternativas de ocupação, trabalho e renda podem ser viáveis para estes grupos de mulheres assentadas?
Apresenta-se assim como objetivos deste trabalho: a) promover alternativas ocupacionais e de interatividade entre as mulheres assentadas; b) possibilitar a realização de atividade artesanal individual e em grupo; b) favorecer a adoção de praticas artesanais, como condição para a promoção de renda
Mulheres rurais e as relações com a terra
As relações das mulheres com a terra datam dos tempos mais remotos da historia da humanidade, a mulher ainda no período mesolítico (10000 – 7000 a.C), era considerada figura divina, representante da fertilidade, razão pela qual devia cultivar a terra pois, esta é aquela que alimenta, dá vida e não podia, portanto, ser cultivada por qualquer pessoa, mas, por aquela que tivesse boa relação com ela. Assim, somente a mulher tinha esta identificação, somente ela podia cultivar a terra, o que leva a crer então que as primeiras agricultoras foram as mulheres. HILÁRIO & CHACOM (1987, P.42).
Para Cordoso & Malerba (2000. p.131 ), a mulher tinha neste período um papel fundamental no que se referia a família e a sociedade. "A fêmea humana grávida era a metáfora central dos poderes da vida para povos que dependiam totalmente das forças espontâneas da terra a fim de juntar comida".
Assim, ao longo da historia humana observa-se que em determinados períodos a mulher teve elevada importância e em outros participou como coadjuvante nos processos de desenvolvimento social, mais sempre esteve ao lado do homem quando não a sua frente, sempre buscando uma vida melhor para si a seus familiares.
June Hahner ( 1981. p. 15), estudando a historia da mulher, aponta que sua história foi facilitada em grande parte pela ascensão da história social e pelo interesse crescente pelos acontecimentos locais e pela vida familiar e cotidiana das pessoas.
A autora pondera que nos tempos atuais é possível fazer uma reflexão sobre a historia da mulher, por que nos últimos tempos está ocorrendo uma grande mudança nos hábitos e costumes do cotidiano feminino, onde elas estão participando mais e discutindo com maior profundidade a ralação homem/mulher e sua condição social.
Já Rachel Soihet (1978.p.278), aponta ser válido considerar que a ascensão feminina na história também se deve a história cultural que, nas últimas décadas do século XX, apostou em novas temáticas e se interessou por grupos sociais até então excluídos do seu interesse, entre eles as mulheres.
Trabalhando ainda nesse viés, são relevantes as ponderações de Michelle Perrot (1998.p.186) são bem apropriadas quando destaca que: “[...] o silêncio sobre a história das mulheres também advém do seu efetivo mutismo nas esferas políticas, por muito tempo privilegiadas como os locais exclusivos do poder”.
Assim no tecido do tempo atual existem uma diversidade nas condições em que vivem as mulheres, mais nenhuma é tão diversificada como a das mulheres que hoje participam de movimentos que envolvem as questões de Reforma Agrária. Onde intensas mudanças tem se processado nos últimos tempos em relação ao crescimento e qualificação dos grupos femininos.
Mulheres rurais e a reforma agrária
O crescimento de grupos de mulheres assentadas e o aparecimento de lideranças têm reafirmado o aprendizado das mulheres. Assim no processo de reforma agrária a mulher tem se destacado na busca de melhor qualidade de vida para si e para seus familiares. Esta busca tem propiciado a mulher assentada a buscar cada vez mais novas alternativas que proporcionem meios para o aumento de renda e maior estabilidade financeira, no espaço rural que lhe foi destinado.
Para Foucault ( 1994, p..21 ), a mulher assentada que já foi uma mulher acampada, é uma pessoa sofrida, que já teve uma trajetória de vida, mãe, religiosa, trabalhadora, que em situações adversas assume todos os compromissos da propriedade familiar rural. A mulher assentada participa ativamente de todos os acontecimentos relativos ao seu habitat conquistado. Esta realidade se processa nestes espaços rurais pelos as mais diversos motivos entre os quais podemos destacar, fim de relação conjugal, viuvez, trabalho externo do cônjuge.
Neste sentido Borges (1997,p132 ), com base em relatos, sustenta que algumas características comuns definem o perfil destas mulheres que participam desta população nestes espaços rurais.
O processo de reforma agrária da região das missões no Rio Grande do Sul, assume grande relevância na medida em que nas ultimas duas décadas já somam-se 49 assentamentos rurais neste região e neles esta se constituindo um considerável numero de mulheres, sendo que em alguns assentamentos os grupos femininos são superiores aos dos homens, e em todos eles a atividade feminina é tida como de muita importância para a estruturação e desenvolvimento local.
Nos assentamentos do município de Capão do Cipó, esta realidade não é diferente, as mulheres estão buscando cada vez mais ocuparem espaços, participar do processo produtivo, social e econômico. Para isto buscam qualificar-se e empreender práticas diversificadas que possibilitem o aumento de renda e a agregação de valores em seus produtos.
Método de Trabalho
As oficinas foram oferecidas a dois grupos de mulheres com idades entre 16 e 55 anos, formados por moradoras dos assentamentos da reforma agrária do município de Capão do Cipó, com cerca de 20 participantes cada grupo. Estes grupos foram coordenados por um professor da Escola Estadual Chico Mendes localizada no interior do assentamento Sepé Tiarajú. As oficinas contaram também com a experiência de uma professora em artesanato da cidade de Santiago. Os encontros aconteceram as terças e quintas feiras e tinham duração de 8 horas cada um, durante três meses, totalizando 24 oficinas, sendo doze oficinas com cada grupo constituído. Em cada uma destas oficinas foi trabalhado temas através de palestras e diálogos, sobre a terapia ocupacional, a gradativa orientação sobre a preparação de material para confecção de peças artesanais com jornais e a confecção de peças artesanais com jornais, (constituição da peça, acabamento e pintura). Foram trabalhados também a importância do artesanato em jornal como fonte de renda alternativa (vendas de peças individuais, vendas coletivas, participação em feiras e eventos rurais).
Nos encontros aconteceram palestras, troca de experiências e orientações sobre a confecção de peças de artesanato, sendo que estes encontros ocorreram na Escola Estadual Chico Mendes e começavam por cerca de 9 hs e finalizavam as 17 hs; neles, cada uma das participantes trazia algum item alimentar previamente combinado onde era confeccionado um almoço partilhado, sendo que na ultima oficina foi realizada uma festa de encerramento que contou com a presença de todos os participantes e convidados.
Resultados e Discussão
Após um período de divulgação de que na Escola Chico Mendes do Assentamento Sepé Tiaraju iria acontecer oficinas de artesanato, começou uma intensa procura por informações, como, quanto custa, que tempo leva, que horas vai ser.
Esta procura resultou na organização de dois grupos, levando-se em consideração o assentamento em que moravam, sua disposição e interesse. Assim foi marcado o inicio do curso para o primeiro grupo e orientado às participantes de que material deveriam possuir para o inicio da oficina. As vagas teriam que ser limitadas devido a falta de espaço e o tempo ser limitado.
Para a constituição dos grupos de assentadas foi necessário fazer uma inscrição previa devido ao grande numero de mulheres que queriam participar das oficinas. Assim ficou estabelecido a constituição de dois grupos de 20 mulheres cada um, que serviriam posteriormente como tutoras dos grupos que se formariam posteriormente.
O desenvolvimento da atividade artesanal foi realizado com muito sucesso na medida em que foram sendo constituídos os primeiros preparativos de cada grupo no sentido de desenvolver as habilidades para preparação do material que iria constituir as peças artesanais, centro de interesse das oficinas. O interesse de cada um dos participantes no aprendizado chamou a atenção na medida em que muitas das assentadas tiveram dificuldades iniciais devido terem as mãos rústicas do trabalho na terra, que aos poucos foram sendo superados pela vontade de aprender.
Durante o desenvolvimento das oficinas, foram confeccionados diversas peças artesanais por cada um dos participantes, que embora tenham começado de forma muito rústica, aos poucos foram tomando forma e se constituindo em belas peças artesanais ecologicamente produzidas.
Assim, a proposta era montar um destacado estante neste evento onde seriam expostos todos os trabalhos e se houvessem interessados seriam então comercializadas as peças. O estande foi montado com antecedência e todas as participantes das oficinas estiveram presentes na montagem do local que aconteceu no dia anterior ao evento. No dia do acontecimento, que se realizou durante todo o dia de um sábado, elas estiveram presentes com seus familiares, (maridos, companheiros, filhos, parentes e amigos), que vieram prestigiar, há de se destacar que estas participantes bem como suas familiais moravam a mais de 15 Km do local do evento.
Durante todo o evento aconteceu uma intensa visitação ao estande de artesanato, foram vendidos cerca de 45% do estoque apresentado, a esposa do então prefeito realizou um contrato com algumas das artesãs para a confecção de peças que até os dias de hoje são fornecidas para loja desta proprietária no Capão do Cipó. Mais tarde vieram outros convites para participações em feiras como São Borja, Santiago e Itacurubi, além de participações em diversos eventos locais, que tem contato com o apoio do governo municipal. Assim, aconteceram as primeiras vendas de peças artesanais confeccionadas a partir de papel jornal.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A experiência de oficinas de artesanato em papel jornal para mulheres dos assentamentos da reforma agrária do Capão do Cipó na região missioneira do estado Rio Grande do Sul, se constitui em uma experiência impar e de uma importância jamais antes alcançada. A medida em que esta atividade proposta ganhou importância e passou a figurar como uma importante ferramenta no desenvolvimento da auto estima destas mulheres, que encontraram no trabalho artesanal forma de participação social e com isto passaram a tomar gosto por se produzirem mais, de obter renda com este trabalho que evoluiu e passou a figurar como importante fonte de renda de diversas famílias. Percebe-se, também, o fato de que muitas destas mulheres estão hoje ministrando cursos de artesanato para outros grupos dos assentamentos e fora dos assentamentos. Sendo estas ultima uma atividade que vem sendo desenvolvida a convite da secretaria de ação social do município que passou a ter nesta experiência uma de suas metas de trabalho no campo municipal.
Constitui-se assim, a partir desta experiência, alguns grupos de trabalho e grupos de convivência e com eles tem surgido novas idéias de valorização e qualificação das mulheres no Capão do Cipó.
CARDOSO,. Ciro Flamarion e MALERBA Jurandir (orgs.) “Representações: Contribuição a um debate transdiciplinar. Campinas , SP: Papiro Editora, 2000 – (Coleção texto do Tempo).
BORGES, Maria Stela Lemos. Terra, ponto de partida, ponto de chegada: identidade e luta pela terra. São Paulo: Anita Garibaldi, 1997.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder, 10ª ed., Rio de Janeiro: Ed. Graal, 1994.
HILÁRIO Franco Júnior, & CHACON, Paulo Pan. História Econômica Geral. São Paulo: Atlas, 1986.
HAHNER, June E. A Mulher Brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937. São Paulo: Brasiliense, 1981, p. 14.
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. INCRA. 2009
Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisa sobre Alimentação e Sociedade – NEPALS. 2009
RÉGINE PERNOUD , “O Mito da Idade Média”,(Edições Europa-América,), com o título original “Pour en finir avec la Moyen Âge” (Seuil, 1977).
PERROT, Michelle. Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998, p. 185.
SOIHET, Rachel. História das Mulheres. In: CARDOSO, Ciro Flamarion.; VAINFAS, Ronaldo.(Orgs.). Domínios da história. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1997, p. 275.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Relato de Experiência no Projeto Diversificar- Cachoeira do Sul/RS
Gustavo- Charqueadas- Perto da cidade; Luis Freo e família- Bosque
Ivo Viegas- Localidade Bosque: Hildo Aires da Rosa- Cerrito
Na região Sul do município, nas localidades entorno da BR 290 e no seu interior, a agricultura familiar está representada por um pequeno número de famílias, pois a maioria dos chefes de famílias trabalham nas lavouras de soja e arroz e nas fazendas voltadas para a pecuária como empregados, com isso não tem a cultura de cultivar/produzir alimentos para seu consumo nas propriedades, sendo necessário a compra de alimentos como hortaliças dos ônibus ambulantes ou até mesmo do quilombo que existe nessa localidade. Os chefes de famílias oferecem mão de obra que é utilizada pela agricultura patronal, devido a distância muitos justificam a opção de não produzir hortaliças, pois não tem como escoar a produção.
Além das minhas atividades, o projeto oferece oficinas e treinamentos aos técnicos. Os principais entraves dos projetos são: a) o não entendimento dos dirigentes da entidade de classe que oferece apoio em Cachoeira do Sul do projeto; b) os mandos e desmandos da coordenação do mesmo. Há um consenso entre dos diretores que com a nova lei de ATER assinada pelo o Presidente que esse projeto possa continuar por mais tempo, mais ainda é cedo para tirar conclusões. Porém para mim a experiência esta sendo válida em todos os setores sendo ambos, o profissional e pessoal, mudei vários conceitos sobre a agricultura, além de aprender muito com os agricultores nas relações interpessoais, com certeza essa oportunidade está contribuindo em muito na minha formação como Tecnólogo em Agropecuária e futuro Extensionista, ou seja, está sendo muito gratificante porque no campo que está a realidade nua e crua.
Martin Alencar da Rosa Dorneles
Tecnólogo em Agropecuária – UERGS
CREA RS 162135
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Pesquisadores do Nepals são convidados para publicar na Revista do IICA
O convite foi realizado pelo Instituto Interamericano para a Cooperação da Agricultura, organismo de OEA. Sua publicação vai ser indexada a Revista “Informe Agronegócio” editada semestralmente. A divulgação será na edição Nº 7 que será propalada nos 34 países que conformam o Instituto nas Américas.
O convite foi realizado por Marco Ortega Berenguer, Representação do IICA no Brasil. Segundo ele: “Tivemos conhecimento importante artigo em nossas constantes pesquisas em busca de material de qualidade para divulgar em nossa revista”.
Isso somente demonstra a qualidade e seriedade dos pesquisadores do grupo que são atores responsáveis pelo desenvolvimento intelectual da sociedade, como um todo.
domingo, 29 de novembro de 2009
Integrantes do NEPALS como Avaliadores dos projetos de Extensão

Alguns integrantes do Nepals participaram das avaliações dos projetos de Extensão de várias universidades do Sul do Brasil no 2º Fórum de Extensão Conta da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
As ações de Extensão que oportunizam o contato da Universidade com a comunidade é de suma importância nessa nova proposta em que o Ensino superior tende a se direcionar. Mais importante que isso, é perceber que a Universidade está se desraizando, pois muitos projetos afetivados eram executados nas comunidades próximas da Universidade. Atualmente, isso tem mudado, o que nos motiva muito como um grupo de estudo e pesquisa, afirma Ezequiel.
Nessa última semana (25 a 28 de novembro) os integrantes do grupo Nepals estavam avaliando os projetos de Extensão de toda a Região Sul do Brasil com participação de várias Universidades Federais e Estaduais de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O 27º SEURS – Seminário Extensão Universitário da Região Sul- teve muito participantes e o Nepals pode interagir com diferentes realidades.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Nepals na Sober

sábado, 25 de abril de 2009
A Palavra do Coordenador
Nosso Coordenador, Paulo Roberto Cardoso da Silveira, traz questões emergentes sobre a Alimentação e Sociedade aproveitando a oportunidade da presença do Dr. Flávio Sacco dos Anjos e do Coordenador do Programa de Pós Graduação em Extensão Rural Dr. José Marcos Froehlich.
http://www.youtube.com/watch?v=ViZB6WnSSus
Veja mais:
O Coordenador do grupo Nepals, Professor Paulo Roberto Cardoso da Silveira em apresentação aos alunos do técnologo em Agricultura Familiar na UFSM.
Assistam:
http://www.youtube.com/watch?v=HbsBz9BlaUk&feature=channel_page
Integrantes do Nepals e objetivos:
http://br.youtube.com/watch?v=AOrFv7c5WjI
sábado, 11 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A Palavra do Coordenador
Assistam:
http://www.youtube.com/watch?v=HbsBz9BlaUk&feature=channel_page
Integrantes do Nepals e objetivos
http://br.youtube.com/watch?v=AOrFv7c5WjI

