terça-feira, 14 de junho de 2011

Assentamento Resnascer em Canguçu recebe projetos do programa sócio-ambiental.


Proj. erosão cultural alimentar e resgate de sementes crioulas avançam tratativas de execução em canguçu.

Dia 13 de junho equipe dos dois projetos estiveram em Canguçu no Assentamento Renascer discutindo a execução das ofi

cinas na Escola Estadual de Ensino Fundamental Oziel Alves Pereira. Neste dia foi apresentado a diretora Eliane os dois projetos para iniciar a execução das oficinas no inicio do mês de julho. A escola possui horta escolar e a disciplina de técnicas agrícolas o que é representa a existência de um trabalho integrado com as atividades rurais para 80 alunos do ensino fundamental.

O projeto foi muito bem recebido pela escola que aguarda ansiosa para o inicio das atividades com os alunos e comunidade escolar. As oficinas serão conduzidas da mesma forma que em capão do Cipó, com diferença na abordagem pela adaptação á realidade de cada assentamento. A equipe continuará fazendo contatos com os assentamentos de Piratini, Pedras Altas e Aceguá fechando o número de assentamentos beneficiados pelos projetos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Grupo NEPALS atua em Capão do Cipó - RS


Nos dias 01 e 02 de Junho de 2011, membros do grupo NEPALS estiveram nos assentamentos de reforma agrária do município de Capão do Cipó realizando várias atividades de extensão:

a) No dia 01, pela manhã, Cícero Genro e Vilson Flores dos Santos estiveram reunidos com o grupo gestor do moinho colonial localizado no assentamento Santa Rita; o encontro faz parte de atividade do Programa SOMAR, assessoria da UFSM ao INCRA-RS, na implantação do Programa Terra Sol, o qual promove a agroindustrialização de matérias-primas de origem animal e vegetal nos assentamentos de reforma agrária. O objetivo da reunião foi verificar as condições para entrar em funcionamento o referido moinho, sendo abordado o licenciamento ambiental e sanitário, a necessidade de oficina junto a operadores, aprofundando a sua capacitação, o planejamento da matéria-prima e a necessidade de esforço de gestão, realizando-se oficinas da equipe SOMAR;

b) No dia 01, pela tarde, Cícero Genro e Vilson Flores dos Santos participaram de reunião do grupo gestor do Plano de compensação ambiental de Capão do Cipó, onde debateu-se a continuidade das atividades; os membros do NEPALS apresentaram proposta de implantação de unidades experimentais em cinco lotes, envolvendo a introdução de Acácia Negra com capim aruana e com campo nativo; foi definido o apoio da prefeitura na viabilização dos investimentos necessários para esta implantação, ficando a equipe SOMAR de viabilizar plano técnico de implantação, verificando quantidades exatas de mudas, sementes e insumos necessários e formas de ação; debateu-se futuras ações a serem realizadas;

c) Dia 02, pela manhã, o prof. Paulo Silveira, coordenador do NEPALS, esteve reunido com grupo gestor da futura agroindústria de processamento de mandioca do assentamento Nova Esperança; o prof. Paulo esteve acompanhado de Cícero Genro e Vilson Flores dos Santos, além do arquiteto Bruno Cerezer, membro do Programa SOMAR; Apresentou-se as plantas das instalações da unidade de processamento de mandioca, abóbora e batata-doce e a fábrica de ração que deverá se utilizar dos resíduos do processamento, visando fornecer ração para gado leiteiro; com participação da ATES e do Vice-prefeito, debateu-se o projeto e definiu-se que a partir de agora, a prefeitura intensifica os contatos com Brasília a fim de captação de recursos, a ATES busca organizar a produção e o SOMAR busca aperfeiçoar o projeto com as estimativas de custos, receitas e investimentos;

d) No dia 02, parte da tarde, o prof. Paulo Silveira participou com a Drª em Educação, Venice Grigs, servidora da UFSM, de atividade na escola Chico Mendes no assentamento Sepé Tiarajú; acompanharam a atividade, a agrônoma Tanise da Silva, mestranda em Extensão Rural e os bolsistas Proext\MEC, André e Francieli, acadêmicos de Agronomia; além do eng. Agrícola Paulo Righes dos Santos, bolsista de pesquisa CNPq, Cícero Genro e Vilson Flores dos Santos; Neste espaço, apresentou-se dois projetos de extensão a serem efetivados na escola: “Núcleo de Preservação e Reprodução de Sementes Crioulas em Assentamentos de Reforma Agrária”, coordenado pelo Prof. Paulo Silveira, financiado com recurso do Ministério da Educação e com parceria do Grupo de Agroecologia Terra Sul da UFSM; e “O Desafio da Erosão Cultural Alimentar: Ações de aprendizado social nas escolas urbanas e rurais da região central do RS”, coordenado pelo prof. Paulo e com recurso do FIEX\UFSM. As atividades envolveram os professores, os alunos e pais, onde retirou-se futuras ações a serem realizadas na escola, destacando-se a implantação de uma horta ecológica e uma unidade experimental com variedades de milho crioulo, além de oficinas que abordarão a qualidade da água e a relação entre alimentação e saúde.

Assim, o NEPALS continua sua caminhada de cumprir sua função maior de disseminar o conhecimento gerado na Universidade em benefício do enfrentamento de problemas sociais relevantes. Agora será realizada reunião com Prefeitura municipal, visando obter apoio no atendimento das demandas identificadas. Destaca-se a forma interdisciplinar de ação e a construção coletiva coma a participação da comunidade em toda fase do processo de interação.

domingo, 29 de maio de 2011

Diagnóstico da Bacia Leiteira de Cachoeira do Sul

No último dia 28 os acadêmicos do curso de Zootecnia do 4º semestre da UFSM, realizaram a última etapa á campo do diagnóstico sobre a bacia leiteira do munícipio de Cachoeira do Sul, foram visitadas propriedades das localidades de Três Vendas, Rincão dos Leiteiros, Capão da Cruz, Ferreira, Enforcados, Passo da Areia, Piquiri.
Nesta visita foram levantadas questões sobre o funcionamento da unidade de produção com o objetivo de diferenciar os produtores dentro da cadeia leiteira em micro regiões para futuramente facilitar o trabalho da secretaria de agricultura que pretente fomentar a produção leiteira do município.
Após o levantamento o grupo foi recepcionado na Escola Municipal Taufik Germano para um almoço regado a uma comida caseira com uma feijoada e belo carreteiro.
A partir de agora, os trabalhos partem para a organização destes dados coletados, onde o prof. Paulo Silveira ministrará a sistematização dos dados.
O grupo ficou muito satisfeito pela oportunidade deste aprendizado, de poder estar mais próximo da realidade que o mundo acadêmico por vezes não oferece.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Visita às propriedades leiteiras de Cachoeira do Sul



No último dia 7 a turma de zootecnia do 4º semestre, na disciplina de extensão e desenvolvimento rural, ministrada pelo prof. Paulo Silveira visitou o município de Cachoeira do Sul com o objetivo de conhecer as unidades de produção leiteira do município, e ainda e ainda colaborar com o diagnóstico da matriz leiteira do município o qual foi iniciado em 2010, por uma solicitação da prefeitura de Cachoeira do Sul ao prof. Paulo Silveira.

Inicialmente o grupo foi recepcionado pela equipe da secretaria da agricultura e interior com um café na Escola Municipal Taufik Germano, onde o secretário da agricultura, Neiron Viegas, salientou a importância da pesquisa para o município, no entendimento que a atividade leiteira deve ser mais assistida pelos agentes locais, por isto conhece-la é imprescindível.

A turma foi dividida em grupos e saiu a campo nas localidades de Rincão dos Leiteiros, Rincão dos Machados, Volta da Charqueada, Ferreira e Forqueta, veículos da prefeitura fizeram a distribuição dos acadêmicos, direcionando-os para as propriedades leiteiras com o objetivo de aplicar um questionário que trará os dados da produção leiteira do município.

Após as entrevistas o grupo retornou a escola onde o foi servido um almoço oferecido pela secretaria de agricultura e interior.

A próxima visita está marcada para o dia 28 de maio, onde será concluído o trabalho de campo e dando segmento ao estudo se organizará os dados coletados.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Turma de Zootecnia 2º semestre visita Assentamento ‘Conquista da Liberdade’ em Piratini - RS




A turma do 2º semestre de zootecnia da UFSM, visitou o assentamento Conquista da Liberdade situado em Piratini - RS para conhecer a realidade de um assentamento de 48 famílias com quase 20 anos de história. Assentados em uma área de aproximadamente 1000 há dada como improdutiva em um solo bastante pedregoso e raso.
Os alunos ouviram os integrantes do assentamento expor o histórico do assentamento, a dificuldade da conquista pela terra, e ficaram encantados pela simplicidade e ao mesmo tempo pela demonstração de conhecimento prático da principal atividade do assentamento, a atividade leiteira.
O almoço foi preparado no assentamento, uma refeição maravilhosa, somente com produtos orgânicos. Com certeza para muitos foi um dia diferenciado, pois conheceram uma realidade diferenciada da que mostra a mídia.
Durante a tarde os acadêmicos visualizaram o sistema voisin e posteriormente a agroindústria de beneficiamento de leite pasteurizado tipo C. No assentamento existe a cooperativa de produção agropecuária de Vista Alegre – COPAVA, a qual possui 17 famílias associadas e tem como carro chefe o beneficimento do leite. A cooperativa é hoje responsável por abastecer todo o mercado de leite pasteurizado tipo C no município de Piratini, estão ampliando a agroindústria e pretendem agregar mais valor ao leite processando outros derivados como queijos, doces e creme.
O assentamento Conquista da Liberdade trabalha com produção orgânica, em todos os vegetais que produz, onde o excedente da produção é comercializado em feiras do município, produtos como: hortifrutigranjeiros, sucos e geléias. Na pecuária leiteira estão tentando implantar a produção de leite orgânico. Hoje se utilizam de homeopáticos a base de ervas que eles mesmos produzem para o manejo dos animais.
O objetivo da visitada foi mostrar a produção leiteira, desde o sistema de produção, manejo até o processamento e ainda proporcionar uma vivência em assentamento de reforma agrária, conhecer sua racionalidade de trabalho e sua organização enquanto cooperativa. Bem foi 'realmente uma experiência interessante', salientaram alguns alunos.



quarta-feira, 18 de maio de 2011

As futuras ações de pesquisa e extensão

Outro ponto importante do 1º seminário sobre Erosão Cultural Alimentar foi a busca de articulação entre as diferentes instituições envolvidas, principal objetivo de existência do NEPALS. Foram apresentados diversos projetos em andamento para conhecimento dos participantes do encontro, visando identificar as possíveis sinergias.

- Programa “O desafio da erosão cultural alimentar: espaços de aprendizagem em escolas urbanas e rurais”, ação de extensão coordenada pelo prof. Paulo Silveira e a pedagoga Venice Grings, servidora da UFSM, coordenadora da Unidade de Apoio Pedagógico do Centro de Ciências Rurais e do Núcleo de Educação Sócio-ambiental da UFSM. Este programa visa realizar oficinas em escolas urbanas de Santa Maria, de comunidades rurais de agricultura familiar e em assentamentos de reforma agrária, onde serão abordados temas relativos às transformações na alimentação e seus impactos sociais, na saúde, na cultura e no meio-ambiente. Busca-se promover nas comunidades escolares envolvidas ações de melhoria da alimentação, via esclarecimentos sobre os fundamentos da nutrição, relação alimento-saúde e re-aproveitamento de alimentos. Também, será este programa um instrumento para produção de materiais didáticos sobre educação alimentar.

- Programa de implantação da Rede Terra Sul de Agroecologia, trata-se de ação de pesquisa, financiada pelo CNPq, desenvolvida em parceria entre GATs e NEPALS, coordenado pelo Prof. Dr. Pedro Neumann, tendo como objetivo fundamental a construção de uma rede de agroecologia no território centro do estado, através de processo de sistematização de experiências em agroecologia e na formação de agricultores, extensionistas, acadêmicos e outros agentes de desenvolvimento rural. Este projeto tem a parceria fundamental com IFF e EMATER-RS.

- Projeto “Núcleo de Preservação e Reprodução de Sementes Crioulas em Assentamentos de Reforma Agrária”, ação de extensão, financiada pelo edital PROEXT\MEC 2010, iniciada em março de 2011, coordenada pelo prof. Paulo Silveira e contando com a participação efetiva do GATs, o qual desenvolve trabalho fundamental na área de preservação e melhoramento de sementes crioulas de milho e feijão. Este projeto desenvolvido em cinco assentamentos, onde existem em implantação moinhos coloniais, objetiva realizar ações junto às escolas, visando despertar o interesse pelas sementes crioulas e promover iniciativas de resgate do patrimônio local e sua reprodução em unidades no espaço escolar, além de fomentar o plantio destas sementes junto aos lotes para que mais agricultores tenham acesso a estas sementes. Como resultado espera-se a criação de núcleos regionais de preservação e reprodução destas sementes, garantindo a continuidade do processo após a finalização do projeto.

- o projeto “Experiências Inovadoras em Extensão Rural na Agricultura Familiar na Região de Abrangência do Instituto Federal Farroupilha - Campus de São Vicente do Sul”, coordenado pelo prof. Gustavo Pinto da Silva do IFF-campus de são Vicente do Sul, ação de extensão que conta com recursos do edital PROEXT\MEC, 2010, já em andamento, visa sistematizar importantes experiências em desenvolvimento rural, destacando-se as áreas de agroindústria familiar rural, transição agroecológica, qualificação da bacia leiteira, segurança alimentar, constituição de redes de agricultores familiares e extensão rural participativa. Este projeto que conta com a inserção da EMATER-RS, através de seus escritórios central, regional e local, contribuindo com aporte metodológico e de membros da UFSM, foi considerado pelos participantes deste encontro como capaz de, em primeiro momento, servir de pano de fundo articulador das ações dos vários partícipes.

Assim, dia 09 de junho, na sede do IFF – Campus de São Vicente do Sul realizar-se-á nova reunião deste grupo de agentes vinculado ao NEPALS, onde serão definidas as formas de ação e as diferentes possibilidades de ação integrada.

Também, tirou-se os assentamentos de reforma agrária da região como área de abordagem preferencial e as ações relativas as oficinas de educação alimentar nas escolas urbanas e rurais como foco do grupo.

Como demanda futura ficou a definição das produções conjuntas a serem efetivadas, sejam artigos, projetos ou publicações de maior fôlego.

Algumas Considerações do 1º Seminário sobre Erosão Cultural Aimentar


Aconteceu na última quinta feira, dia 12 de Maio, o 1º Seminário sobre Erosão Cultural Alimentar e segundo encontro do NEPALS, reunindo membros do NEPALS e convidados, buscando dar uma abordagem teórica a um tema relevante para análise da alimentação contemporânea, proporcionando um olhar diferenciado sobre a relação entre as transformações dos hábitos e práticas alimentares e o patrimônio cultural dos grupos sociais rurais. Com o foco no rural e, fundamentalmente, nos agricultores familiares, objetivou-se estabelecer um processo de discussão que embase o planejamento de ações conjuntas de pesquisa e extensão junto à comunidade regional, envolvendo a UFSM, o Institututo federal farroupilha, campus de São Vicente do Sul e Julio de Castilhos, a EMATER-RS e o Grupo de Agroecologia Terra Sul- GATS.

O seminário iniciou com a exposição da Mestre em Extensão Rural Tatiana Balen, profª do IFF-Campus de Julio de Castilhos, resgatando o conceito estabelecido em 2005, em artigo publicado em co-autoria com o prof. Paulo Silveira, de Erosão Cultural Alimentar, como processo de perda gradativa do patrimônio cultural gastronômico das comunidades rurais, através da adoção de um padrão alimentar cada vez mais urbano e homogêneo. Tal erosão tem levado a mudanças nos hábitos e práticas alimentares e o conseqüente empobrecimento da dieta. Segundo Balen, como conseqüência do processo de globalização da vida social, vivemos uma cibernetização no meio rural e, assim, os agricultores estão tão urbanizados ao ponto de envergonharem de ofertar nas suas mesas alimentos que produzem e adotarem uma alimentação industrializada em detrimento de uma alimentação mais natural.

A palestrante colocou em discussão o PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, onde o governo federal, através da CONAB adquire alimentos diretamente dos agricultores familiares e o PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar, o qual define que 30% da demanda de estados e municípios deve ser atendida por produtos da agricultura familiar locais ou regionais. Para Balen, questiona-se até que ponto os produtores estão preparados para produzir alimentos requeridos por estes programas, já que cada vez mais tornam-se especializados em produzir comodities e tem abandonado a produção de alimentos para família. Alerta a expositora que tal carência de oferta pode trazer outro efeito perverso, caso de agricultores que se organizem para produzir objetivando o fornecimento para estes programas, centrando seu esforço em um alimento ou outro, sem significar melhoria na disponibilidade de alimentos para dieta familiar e nem uma diversificação da produção.

No debate, fica claro que ao longo da história da assistência técnica e extensão rural, os produtores foram estimulados a produzir o que era mais rentável e abandonar a diversificação de cultivos e criações, dando preferência para culturas com ‘mercado’ garantido como arroz, soja, suíno, aves, etc... Estes programas mencionados acima trazem uma possibilidade de renda para estas famílias, mas a problemática real é a dinâmica da agricultura familiar, cada vez mais voltada a abastecer as cadeias agroalimentares.


Alguns pontos importantes:

O [a]culturamento alimentar

Retoma-se alguns eixos como o do desenvolvimento local, onde a cultura tradicional alimentar tem sido considerada como um atraso, pois manter alguns hábitos culturais nos dias atuais não permitiria desenvolver-se tecnologicamente! Mas o prof. Paulo Silveira questiona quem é mais atrasado: o tradicional que é mais adaptado ao meio ou o tecnológico, colocado como moderno, que é fator de erosão agroecossistêmica e cultural?

Desenvolvimento sustentável segundo as nações unidas é a capacidade de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

É importante preservar a cultura alimentar como um recurso para o futuro, é neste sentido que se discute a homogeneização, a padronização, onde a ‘moda’ é ser igual, é in; o ‘ser diferente’, o ‘cultuar antigos hábitos’ , é out.

A participação da Emater compartilhando experiências vivenciadas pelas assistentes técnicas regionais Ângela Pereira e Marilene Ferreira no processo de resgate da cultura alimentar acrescentou a uma discussão teórica o cunho realista e prático, mostrando exatamente o quanto a cultura alimentar está se perdendo com a modernização, embora algumas etnias exaltem sua gastronomia, algumas práticas alimentares já não fazem mais parte de seus hábitos cotidianos.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

1º Seminário de Erosão Cultura Alimentar

Dia 12 de Maio de 2011 no PPGExR-UFSM



Objetivo:

“Avançar no processo de discussão sobre a segurança alimentar e planejar ações conjuntas de pesquisa e extensão junto à comunidade regional”
09:00 - Resgatando a Erosão Cultural Alimentar - Mst.Tatiana Balem - IFF - Julio de Castilhos.

10:00 – Intervalo

10:15 - Apresentação do projeto de Extensão “O Desafio da Erosão Cultural Alimentar: Espaços de aprendizagem em escolas urbanas e rurais – Paulo Silveira
11:00 - Apresentação do trabalho em Segurança Alimentar – Marilene e Angela - Emater Regional Centro
11:30 - Planejamento de ações conjuntas
grupo 1: escolas urbanas - sala 5110 F (oficinas 1, 6 e 7)
grupo 2: escolas rurais - sala do residência (oficinas 2, 3 e 6)
grupo 3: escolas nos assentamentos - no auditório (4 e 5)

12:30 - Almoço

13:30 - Projeto CNPQ - Rede de Agroecologia - Paulo Silveira e GATS
13:50 - Projeto PROEXT- Sementes Crioulas – Bolsistas
14:10 - Projeto do IFF São Vicente do Sul - Proext - Paulo Deon
14:30 - Projetos do IFF - Julio de Castilhos – Tatiana Balen
14:50 - Plano de Restauração Ambiental – Cícero Genro e Paulo Righes

15:15 – Intervalo
15:30 - Planejamento de ações conjuntas – Encaminhamento de responsabilidades oficinas

Local: auditório do Programa de Pós-graduação em Extensão Rural

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Agroindústria Familiar Rural

A agroindústria familiar rural é vista, atualmente, como uma das alternativas no meio rural. Sobre essa afirmação encontramos diferentes olhares sobre a temática. Os professores, Drª Gisele Martins Guimarães e Dr.Paulo Roberto Cardoso da Silveira discutem a concepção dos termos utilizados na academia e nas esferas públicas, no artigo intitulado:

Por Trás da Falsa Homogeneidade do Termo Agroindústria Familiar Rural: Indefinição Conceitual e Incoerências das Políticas Públicas
Resumo:

Neste artigo, buscamos demonstrar que a heterogeneidade de situações relativas a organização da produção e as diferentes formas de inserção no mercado ocultas sobre o termo Agroindústria Familiar Rural-AFR- tem provocado falta de clareza sobre qual público atingir nos programas de estímulo a agregação de valor aos produtos da agricultura familiar. Abordamos a literatura acadêmica e sua dificuldade em conceitualizar as AFRs, demonstrando que não há uma correta leitura dos fatores que são fundamentais em sua compreensão e propomos alguns elementos capazes de diferenciar as AFRs segundo as capacidades envolvidas em sua dinâmica e estratégias de consolidação: capacidades instaladas, mobilizáveis, adquiridas, aprimoradas e adicionadas. Enfatizamos uma tipologia em que acentua-se a importância da característica artesanal como fator de diferenciação do produto das AFRs em relação aos produtos da grande indústria de alimentos. A partir desta tipologia de AFRs, analisamos como na implantação do Programa “Sabor Gaúcho” pelo governo do Rio Grande do Sul de 1999-2002, a indiferenciação das AFRs implicou na concepção e implementação da política pública, interferindo nos mecanismos de ação e no agir dos agentes de desenvolvimento envolvidos.

Palavras-Chave: Agroindústria Familiar Rural- Desenvolvimento Rural- Agregação de Valor na Agricultura Familiar

Para visualizar o documento completo acesse:

Agricultura Familiar: a força do homem do campo

Apresentamos a força da agricultura familiar na produção de alimentos e na diversificação da atividade produtiva, demonstrando como é lida diária desse segmento que move a economia brasileira.

O jornal da gazeta afirma que são quatro milhões de famílias que respondem por dez por cento da riqueza produzida anualmente no Brasil.

A força dos agricultores de pequena escala é o destaque da Feira da Agricultura Familiar, a Agrifam, que acontece em Agudos, no interior de São Paulo.

Vejam o vídeo.


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Encontro do NEPALS


Por IFF São Vicente do Sul

Encontro do NEPALS busca fortalecer as ações extensionistas.


Nos dias 26 e 27 de agosto, quinta e sexta-feira, acontece, no Instituto Federal Farroupilha – Campus São Vicente do Sul e Campus Avançado Jaguari, o I Encontro do Núcleo de Estudos e Extensão sobre Alimentação e Sociedade (NEPALS), que, além de divulgar a produção realizada pelo Núcleo, tem o objetivo de constituir novas parceiras para futuras ações de pesquisa e extensão e definir convergências temáticas que apontem para futuras ações coletivas e interinstitucionais.

Na ocasião, serão debatidas temáticas como espaço agrário, qualidade das águas, microbacias, assentamento de reforma agrária, produção orgânica, agroindústrias familiares rurais, desenvolvimento territorial e construção dos mercados.

O NEPALS é formado por estudantes, pesquisadores e docentes da Universidade Federal de Santa Maria, bem como de egressos da área da Sociologia e da Extensão Rural. Além de desenvolver pesquisas, seu trabalho volta-se à busca de uma ação extensionista comprometida com a consolidação de agroindústrias, qualidade de alimentos, organização social das famílias e viabilidade socioeconômica desses empreendimentos.

O Instituto Federal Farroupilha – Campus de São Vicente do Sul insere-se nessa temática através de um conjunto de ações que vem desenvolvendo em conjunto com esse grupo no que tange a trabalhos em torno da mesma temática. No ano de 2009, foi realizado o I Seminário de Agroindústrias Familiares Rurais e dado início ao Diagnóstico Sócio-Econômico de Jaguari. Essas iniciativas potencializam o aporte de capital humano na região e propicia interação entre docentes, pesquisadores e discentes das diferentes instituições. Os interessados em participar podem ligar para o telefone (55) 3257-1114, falar com o professor Gustavo Pinto da Silva, na Diretoria de Extensão ou mandar e-mail para extensao@svs.iffarroupilha.edu.br ou nucleo.nepals@gmail.com.


Para saber mais da programação acesse o site o IFF


terça-feira, 22 de junho de 2010

Alimentação contemporânea

O que escolhemos para comer diz muito sobre quem somos, sobre nossa posição social e sobre nossas preferências estéticas, afirma Rafinha Bastos (CQC) no programa que vai ao ar às 22 horas do dia 22 de Junho de 2010 na Band. O programa denominado “A liga” fala um pouco sobre a alimentação no mundo contemporâneo.


Michel Pollan autor de um dos cinco melhores livros de não-ficção em 2007 pela The New York Times replica uma frase famosa de Wendell Berry que diz: “Comer é um ato agrícola”. Pollan ainda complementa, é também um ato ecológico, além de um ato político.


Entre essas e outras, Pollan começou sua investigação que Resultou no Livro “O Dilema do Onívoro” com tal interrogação: “O que devo comer?” ou ainda “ O que estou comendo?” e “de onde isso veio?”.


Na página 25 de seu livro adverte: Há muito tempo, um comedor não precisaria de um jornalista para responder a essas perguntas. O fato de hoje em dia recorrerem a ele com tanta freqüência oferece um ótimo ponto de partida para chegar a uma definição de comida industrial: toda comida cuja proveniência é tão complexa e obscura que exige e ajuda de um especialista para determinar de onde ela veio.


Entre comer e viver. Assistam.

domingo, 13 de junho de 2010

Nepals em ação: o Programa Somar

Já com 01 ano e 03 meses, o Nepals tem construído uma ação extensionista comprometida com a consolidação de agroindústrias, qualidade de alimentos, organização social das famílias e viabilidade socioeconômica das propostas, através da assessoria ao Programa Terra Sol, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), no Rio Grande do Sul.

O trabalho se construiu a partir do reconhecimento do INCRA-RS da experiência e conhecimento na área de agroindústria por parte do Prof. Dr. Paulo Roberto Cardoso da Silveira, idealizador e coordenador do Programa Somar.

Desde 2009, a Equipe Somar vem atuando junto a grupos de assentamentos rurais, através de metodologia desenvolvida no cerne do Programa, com intuito de construir um processo de organização social, com participação ativa de todos os atores envolvidos com a viabilização socioeconômica dos empreendimentos, ou seja, desde famílias assentadas até gestores do INCRA.

Esse processo vem se constituindo como uma experiência promissora e com grande espaço para reflexão e debate, seja pelo papel dos assentamentos, da agroindustrialização em assentamentos rurais, do alimento, da desconexão com a agri-cultura, da concepção ambiental, da qualidade dos alimentos, da construção via uma lógica de validação social, da gestão e do planejamento, dentre outros tantos. Espaços para construir métodos e metodologias de intervenção, onde a participação, a democracia e a transparência das ações são ideais essenciais para buscar o caminho da gestão coletiva.

Dentre os métodos e metodologias, cabe destacar importancia que vem assumindo a formação e articulação dos Grupos de Trabalho, compostos por todos os atores sociais ao entorno do empreendimento, envolvidos direta ou indiretamente na consolidação do mesmo; os Grupos Gestores, que se refere ao coletivo que tomará a frente da gestão; as capacitações, nas áreas ambiental, sanitária, gestão e operação. Um leque de ações que corroboram preocupação com a processo de construção e em respeito aos momentos do coletivo-protagonista.

Por fim, estas e outras pautas estarão postas a mesa, para deliciar e inspirar o debate e a reflexão, nos dias 26 e 27 de agosto, durante o I Encontro sobre Alimentação e Sociedade, sob organização da Equipe Nepals.


Aline Weber Sulzbacher - Geógrafa, Mestre em Extensão Rural - Equipe Somar. Especialização em Agricultura Familiar Camponesa e Educação do Campo (UFSM-PRONERA). Consultora em desenvolvimento rural e agroindústria familiar >>email>> sulzba@gmail.com

sábado, 12 de junho de 2010

Slow Food: um movimento pela alimentação

O Slow Food iniciou pelos movimentos organizados em núcleos que defendem a biodiversidade, a pluralidade e o ato de alimentar-se. No seu site o Slow Food autodefine-se como uma associação internacional sem fins lucrativos fundada em 1989 como resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo......

Para saber mais acesse: http://www.slowfoodbrasil.com/