quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Projeto Somar

Programa SOMAR - Programa Sistema de Orientação e Mobilização Assistida com Responsabilidade Técnica é uma ação de extensão, coordenada pelo Professor Paulo Roberto Cardoso da Silveira do grupo Nepals. Os recursos advém de convênio entre INCRA e UFSM, visando assessorar o programa Terra Sol, lançado pelo INCRA em 2004 para apoiar processos de agroindustrialização e comercialização das matérias-primas dos assentamentos de reforma agrária do rio grande do sul.




O Programa SOMAR atua nas áreas de qualificação dos projetos agroindustriais, no controle de qualidade e ambiental, gestão estratégica e administrativa, no apoio na comercialização e marketing, além de investir na formação continuada dos agricultores(as) gestoras e operadoras dos empreendimentos e agentes de desenvolvimento envolvidos na consolidação dos empreendimentos. Trata-se de uma equipe de profissionais de diversas áreas, além de bolsistas de graduação e pós-graduação. Busca-se contribuir para criar meios para o desenvolvimento sustentável e a qualificação da reforma agrária no Brasil ao apoiar organizações de agricultores assentados.



sábado, 23 de julho de 2011

Feira de Agroindústria Familiar em Lajeado


No último sábado, dia 16 de julho integrantes do Nepals foram conferir as novas tecnologias em máquinas e equipamentos e processamento na 2ª edição da Feira de Agroindústria Familiar em Lageado de 14 a 17 de julho com diversas atividades do setor além de exposição de máquinas, equipamentos e produtos da agricultura familiar de vários estados do país.

















Para a equipe do núcleo é importante estar informado sobre as novas tecnologias do setor, principalmente porque em muitos casos vistos são tecnologias criadas pelo produtor para facilitar o trabalho na agroindústria, embora que fábricas estejam lentamente se voltando para a realidade da agricultura familiar, ainda existe uma carência de equipamentos dentro da escala das agroindústrias familiares rurais. No evento também ocorreram discussões sobre a sucessão na agricultura familiar, produção orgânica, alimentação escolar, criação de programas para agroindústria familiar e sobre o SUASA.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Instituições apresentam suas ações relacionadas à erosão cultural alimentar
















Nesta última quarta-feira, dia 06 de julho, no auditório da pós-graduação em extensão rural, prédio 44, CCR, da UFSM, aconteceu mais uma discussão sobre o tema que tem sido um dos alvos de trabalho dos últimos meses deste núcleo de estudos. Estavam presentes representantes do IF de São Vicente do Sul, Emater Santa Maria e São João do Polêsine, docentes e discentes da UFSM. O encontro tinha como objetivo apresentar os trabalhos sobre o tema de erosão cultural alimentar que estão sendo desenvolvidos na região e ainda o que as instituições presentes pretendem desenvolver relacionado à segurança alimentar.


Foram apresentados os trabalhos já realizados nas escolas de assentamento de reforma agrária na metade sul, relatos dos trabalhos que a Emater possui com grupo de mulheres rurais na região da Quarta Colônia e municípios de Toropi e Dilermando de Aguiar.

Por fim, foram feitos alguns encaminhamentos da participação da Emater no projeto "Os desafios da Erosão Cultural Alimentar: ações de aprendizagem em escolas rurais e urbanas da região centro do estado - RS." no sentido de englobar nas escolas rurais de Toropi, Dilermando de Aguiar, Faxinal do Soturno e Dona Francisca os grupos de mulheres rurais, até mesmo para dar continuidade a um trabalho que a Emater regional de Santa Maria já havia iniciado com resgate da cultura alimentar, pela extensionista Ângela Pereira.

domingo, 3 de julho de 2011

Primeira oficina de segurança alimentar em Capão do Cipó/RS

No dia 29 de Junho, foi realizada no assentamento Sepé Tiarajú, localizado no município de Capão do Cipó/RS, a oficina piloto referente ao projeto O desafio da Erosão Cultural Alimentar: ações de aprendizado social nas escolas urbanas e rurais da região central do RS, coordenado pelo prof. Paulo Silveira. No dia houve também uma explanação sobre Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE para os secretário da agricultura do município e as professoras da escola Chico Mendes.

Pela parte da manhã, a acadêmica Isabel do curso de Agronomia da UFSM, tratou de sanar as dúvidas sobre o PNAE em reunião com a equipe da secretaria da agricultura do município e durante a tarde na escola explanou sobre o programa discutindo as estratégias de ação com as professoras. A escola está tentando buscar informações de como comprar a merenda escolar da agricultura familiar, mas sente dificuldade em função da falta informação sobre como proceder, foi importante a explanação da Isabel no sentido de nortear as próximas ações para efetivar a compra da merenda escolar da agricultura familiar e preferencialmente absorver a produção de produtores do assentamentos de Capão do Cipó, que possui quatro assentamentos.

A oficina coordenada pela mestranda em Extensão Rural Tânise Pedron foi realizada com as professoras da escola Chico Mendes, e teve como meta conhecer melhor os alimentos que compõe a dieta nas suas residências, buscando problematizar com a dieta equilibrada sugerida pela pirâmide alimentar, e compreender qual o motivo que impede que as professoras da escola sigam as recomendações de um dieta saudável.

Alimentos básicos como arroz, feijão, batata, abóbora e ovos foram citados como básicos, ao lado de bolachas, sucos, iogurte, e cereais industrializados. Paralelo à isso, é importante destacar que todas as professoras presentes na oficina relatam sobre as antigas estratégias de alcance e preparo de alimentos, e que foram abandonadas pela “falta de tempo”, uma vez que o tempo-trabalho exige longos períodos fora de casa. Segundo elas “a vida moderna não permite uma alimentação saudável, e acabamos comendo qualquer coisa”. Com isso, o cuidado com as hortas, com os pomares e a participação nas feiras locais perderam a prioridade na rotina das professoras, e a diversidade que esses espaços de produção doméstica apresentavam à dieta diária das famílias foi se perdendo, em prol de uma vida moderna. Através dessa oficina foi possível organizar uma pirâmide alimentar dentro da realidade das professoras da escola, a qual será entregue à elas no próximo encontro, a ser realizado em agosto.

Concomitante a este momento, durante a tarde, também foi trabalhado com 23 alunos presentes na escola. A Tecnóloga em Agroindústria Fernanda Venturini, trabalhou com os alunos do 1º ao 6º ano, também fazendo um levantamento com as crianças, de forma bem didática, com o objetivo de compreender a dieta alimentar dos alunos e quais os alimentos existem em suas mesas nas refeições do café da manhã, almoço, lanche escolar e jantar. Foi abordada também a questão da alimentação industrializada em detrimento da natural relacionando aos aspectos de saúde das crianças que possuem uma freqüência mediana a hospitais da região, por vários fatores, numa observação superficial pode-se dizer que isto dá principalmente em função da alimentação não ser muito balanceada. Pelo levantamento, a base da alimentação é arroz, feijão, mandioca, batata, ovos e poucas frutas e hortaliças. É uma alimentação rica em carboidratos e pobre em vitaminas e minerais. Existem alguns casos de anemia na escola. A partir deste levantamento com a comunidade da escolar temos um quadro da realidade alimentar do assentamento Sepé Tiarajú, estes dados são a base para as próximas oficinas onde trabalharemos mais focados na realidade local. Assim em todas as escolas onde o projeto será desenvolvido se parte do mesmo princípio inicial, levantar a realidade da dieta alimentar para entendimento e posteriormente trabalhar esta realidade junto com a comunidade escolar.

Com tal resultado foi possível fazer uma discussão sobre como os hábitos e os costumes da modernidade urbana, que estão envolvendo os espaços dos assentamentos de reforma agrária. Sendo que estes espaços de assentamentos são marcados por um modo de vida específico, que interpreta a realidade social diferente do que está determinado pela sociedade. Os assentamentos de reforma agrária, possuem “problemas e demandas específicos, relacionada ao processo de reforma agrária, que os diferencia do conjunto dos agricultores familiares” (CAUME, p. 2006, p. 59).

Por esses motivos, é curioso investigar a problemática da (in)segurança alimentar nos espaços de assentamentos, uma vez que os assentados saíram do campo, tiveram uma vivência no urbano e voltaram ao rural, a princípio com uma compreensão da autonomia alimentar que independe de outras dimensões, garantindo a segurança alimentar equilibrada e diversa.

Bibliografia

CAUME, David José. O MST e os assentamentos de reforma agrária: a construção de espaços modelares. Passo Fundo: Ed. Universidade de Passo Fundo: Goiânia: Ed. da Universidade Federal de Goiás, 2006. 304p.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Alunos da UAB - Pólo de Três de Maio


O curso de tecnologia em Agricultura Familiar e Sustentabilidade, da UAB de Três de Maio encerra as atividades da disciplina de Gestão de Agroindústrias Familiares, ministrada pelo prof. Paulo Silveira e tutorada pela Doutoranda Jaqueline Hass Mallmann, com a apresentação dos trabalhos que envolverem todo o semestre.


As pesquisas mostram a realidade de diversas agroindústrias da região, foram apresentados trabalhos de alta qualidade e de uma grande diversidade de agroindústrias. No fim da disciplina após a apresentação dos trabalhos houve um momento de confraternização onde os ministrantes foram agraciados com uma cesta de produtos das agroindústrias que os alunos acompanharam e desenvolveram atividades durante todo o semestre.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Metas Antipobreza

Diante do trabalho realizado pelo núcleo consideramos importante socializar esta matéria de Jóse Eli da Veiga, edição do dia 08 de junho de 2011 da folha de São Paulo.

"Nada pode ser mais imoral do que ajeitar linha de pobreza extrema especialmente talhada para tornar factível o mito de 'erradicação' em poucos anos.


Para o governo Dilma Rousseff, miséria é só questão de insuficiência de renda. Mas está na pobreza extrema quem não consegue converter sua renda em vida decente, pois nem sequer tem acesso ao esgotamento sanitário.

O que diz a história internacional das linhas oficiais de pobreza? nos EUA, então em consulta pública os critérios que definirão a 'Supplemental Poverty Measure' (SPM).

É uma abordagem estrutural da delimitação da pobreza, que está acrescentada à linha restrita á renda monetária, usada á meio século: o triplo do preço da cesta de alimentos que garante a dieta oficialmente recomendada.

Inovação do presidente Obama, que segue recomendação de seminal avaliação feita há mais de 15 anos pelo National Research Council, da National Academy of Sciences: 'Measuring Poverty; A New Approach' (1995).

Na UE, com linha de pobreza antes estabelecida em 60% da renda mediana nacional, algo bem parecido acaba de emergir. Uma perspectiva 'multidimencional', que procura acrescentar nova medida da 'pobreza de condições de vida' à velha métrica da 'pobreza monetária'.
Iniciativa prevista na agenda adotada no ano 2000 pelo Conselho da Europa, mais conhecida por 'Estratégia de Lisboa'.

Nos dois casos, a maior dificuldade está na construção dos indicadores da pobreza não monetária, pois suas variáveis podem facilmente atingir duas dezenas.

Entre a falta de acesso a bens duráveis hoje essenciais (máquina de lavar, telefone, TV) e a oportunidade de ter férias fora do domicílio ao menos uma semana por ano, passando pela qualidade da moradia (segurança de aquecimento no inverno, por exemplo), quais seriam os critérios mais apropriados?

A lista inicial testada pela UE tinha 14 itens: cinco de vulnerabilidade material, quatro de acesso a bens duráveis e cinco de qualidade da moradia. Foi reduzida para nove, quer geraram dois indicadores: um exclusivo para a situação habitacional e outro que agregou as duas primeiras dimensões.

Os resultados dos testes deixaram bem claro que quanto mais pobre é um país, mais essa 'pobreza de condições de vida' supera em importância a tradicional 'pobreza de renda' (ou 'monetária'). Ao contrário do que ocorre com as nações mais avançadas. Situação também constatada nas comparações entre Estados americanos.

Seria diferente no Brasil, onde as disparidades dos custos de vida são ainda piores? Por que uma única linha monetária de pobreza extrema para todo o território nacional?

Se fosse adotada uma linha suplementar, bastariam os critérios já utilizados para determinar a 'adequação da moradia', pois o principal é ter acesso ao esgoto! É miserável qualquer família que via em condições insalubres (seja qual for sua renda). Tal entendimento só melhoraria com a inclusão de critérios de acesso a outros bens públicos (principalmente educação e saúde), mas certamente será suficiente até que se alcance a universalização do saneamento.

O problema é que a adoção desse entendimento menos tosco tornaria mais cara e demorada a execução de qualquer neta antipobreza. Mas nada pode ser mais imoral do que o avesso; ajeitar uma linha de pobreza extrema especialmente talhada para tornar factível o mito de sua 'erradicação' em poucos anos."

JOSÉ ELI DA VEIGA, 63, é professor da pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP (IRI/SP) e do mestrado profissional em sustentabilidade do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ)
Site: www.zeeli.pro.br

terça-feira, 14 de junho de 2011

Assentamento Resnascer em Canguçu recebe projetos do programa sócio-ambiental.


Proj. erosão cultural alimentar e resgate de sementes crioulas avançam tratativas de execução em canguçu.

Dia 13 de junho equipe dos dois projetos estiveram em Canguçu no Assentamento Renascer discutindo a execução das ofi

cinas na Escola Estadual de Ensino Fundamental Oziel Alves Pereira. Neste dia foi apresentado a diretora Eliane os dois projetos para iniciar a execução das oficinas no inicio do mês de julho. A escola possui horta escolar e a disciplina de técnicas agrícolas o que é representa a existência de um trabalho integrado com as atividades rurais para 80 alunos do ensino fundamental.

O projeto foi muito bem recebido pela escola que aguarda ansiosa para o inicio das atividades com os alunos e comunidade escolar. As oficinas serão conduzidas da mesma forma que em capão do Cipó, com diferença na abordagem pela adaptação á realidade de cada assentamento. A equipe continuará fazendo contatos com os assentamentos de Piratini, Pedras Altas e Aceguá fechando o número de assentamentos beneficiados pelos projetos.